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segunda-feira, 23 de maio de 2016

Dilacera-me!


Derrube-me na cama, meu senhor
Rasgue desgraçadamente as minhas vestes
Arranque meus cabelos com suas mãos atrevidas
E surre meu rosto com beijos queimantes

Quero sentir o peso intolerável dos seus músculos
Sobre meu corpo que clama por prazer
E conhecer o gosto ardiloso da sua saliva
Escorrendo entre minhas partes profundas

“Soque-me meu senhor!” eu gritava.

Bata-me com mais força
Mostre-me toda a sua fúria
Cobiço sentir a dor que vem de seus nervos
E ver o sangue fluir sobre os lençóis da nossa cama

Sua penugem me faz enlouquecer
Arrepio-me quando toca a essência do meu íntimo
E cada movimento tardio faz-me girar os olhos
E lamentar baixinho em seu ouvido

Cada bofetada é um brado de excitação
Meu corpo está cada vez mais manchado
De tanto receber murros apetitosos
De suas mãos alucinadas

Lance em mim esse fluído prazeroso
E deixe escorrer entre as curvas do meu corpo enxovalhado
Deixe-me descansar sobre a cama
E vista apenas sua roupa interior

Depois do prazer, acenda um cigarro
E entregue-me ainda nua na cama
E quando estiver cansado e disposto

Estarei pronta para amar-te de novo.

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